Mesmo sendo o que mais gosto de fazer, escrever muitas vezes é uma tarefa difícil. Escrevo abstratamente talvez porque seja mais fácil falar de sentimentos que sinto sem falar de mim mesma...
Começo dizendo assim depois de ter várias vezes jogado o caderno pro lado e pensado: não tem sentido escrever, dizer... e talvez o faça mais algumas vezes até chegar ao final...
Apesar que para o final do bilhete é rápido, porque senão torna-se carta...
Apenas gostaria de lhe dizer que alguma coisa nesse breve caminho nosso não se fez entender entre nós e eu não sei o que é... Somente sei, porque sinto, e dizendo objetivamente, mexeste comigo e, se te entrego este bilhete agora é porque, de fato, sei o que sinto... e o que quero...
Este blog faz parte de mais um momento, mais um ciclo, mais uma curva do espiral de minha existência. A cada dia descobrindo que descubro-me...aprendendo, aprendendo, aprendendo...Aventurando-me no lugar onde mais é possível se esconder e onde mais se pode ver. e-compartilhando! Reticências
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domingo, 29 de maio de 2011
quinta-feira, 19 de maio de 2011
Vida simples é não entender, amar, sofrer...
Pinceladas de anedotas desterram as raízes do orvalho seco que caem brotando sementes de carinhosidades nos olhares salgados da lembrança...
Flores q desabrocham na noite e deixam que cantem sabiás de língua presa a novelar lorotas de pensamentos enroscados de dúvidas e incertezas...
Mexilhões que remexem o labirinto escondido dos tucuruvis amarelos que se esqueceram de voar entre as portas da solidão...
Cochiladas dos sapos ternurosos da beira do rio claro de água azul torcida espirrando trovas ao amor de passaredo leve que nunca mais chegou...
Caminhadas de mãos penadas da bisoneta verde que tenta se inventar no mundo da imaginação proibida e que quer ser louca de pedra chuvosa pra não precisar ser lembrada...
E simples assim vão/vou/vamos vivendorando o inatingível entendimento do que é viver...
Flores q desabrocham na noite e deixam que cantem sabiás de língua presa a novelar lorotas de pensamentos enroscados de dúvidas e incertezas...
Mexilhões que remexem o labirinto escondido dos tucuruvis amarelos que se esqueceram de voar entre as portas da solidão...
Cochiladas dos sapos ternurosos da beira do rio claro de água azul torcida espirrando trovas ao amor de passaredo leve que nunca mais chegou...
Caminhadas de mãos penadas da bisoneta verde que tenta se inventar no mundo da imaginação proibida e que quer ser louca de pedra chuvosa pra não precisar ser lembrada...
E simples assim vão/vou/vamos vivendorando o inatingível entendimento do que é viver...
terça-feira, 3 de maio de 2011
Imperfeiçoando minha humanidade
Quero que antes de olharem meus olhos, vejam-me pela imperfeição, mesmo que essas sejam conhecidas por meio de outras bocas que não as minhas.
Essas tornam, mesmo as mentiras, sentimento vivo do estar sendo humano e aí o que vale mesmo não é dizer o outro, mas ser dito.
E se quem sabe já dizia que a unanimidade é burra, faz a não unanimidade justamente esse, o burro, que permite que o outro se diferencie.
Sinto-me cotidianamente mais humana falhando, disparates de uma não atenção ao mundo que é só minha, na individualidade de minha memória que insistentemente me trai no esquecimento.
E na continuidade de me perceber humana, na roda viva de uma sobrevivência coletiva, vou me convencendo que se são justamente as imperfeições que me propiciam não agradar uns, são também elas o que agrada a outros, e assim vou me aliviando em saber que o fato mesmo é que de verdade existe o que a gente é, como gente.
É certo que para aqueles que usam seu tempo disparando humanidades dos outros, têm também o privilégio de, imperfeiçoando o outro, imperfeiçoar a si mesmo, e também vão se tornando humano.
Todavia, não sei se certo, mas sensível, que humanizando-nos vamos deixando de admirar quem, erroneamente, acha que destrói o outro com falas ásperas. Deixando de ser admirado vai se tornando burro duplamente, uma por fazer com que o outro de quem se fala deixe de ser unânime, mas também em conquistar unanimidade no desapreço de todo o resto.
Prefiro então minha imperfeição alheia, que sendo fato ou não, diz respeito a mim e àqueles que comigo vão humanizando-se. Aos outros, dedico a unanimidade...
Essas tornam, mesmo as mentiras, sentimento vivo do estar sendo humano e aí o que vale mesmo não é dizer o outro, mas ser dito.
E se quem sabe já dizia que a unanimidade é burra, faz a não unanimidade justamente esse, o burro, que permite que o outro se diferencie.
Sinto-me cotidianamente mais humana falhando, disparates de uma não atenção ao mundo que é só minha, na individualidade de minha memória que insistentemente me trai no esquecimento.
E na continuidade de me perceber humana, na roda viva de uma sobrevivência coletiva, vou me convencendo que se são justamente as imperfeições que me propiciam não agradar uns, são também elas o que agrada a outros, e assim vou me aliviando em saber que o fato mesmo é que de verdade existe o que a gente é, como gente.
É certo que para aqueles que usam seu tempo disparando humanidades dos outros, têm também o privilégio de, imperfeiçoando o outro, imperfeiçoar a si mesmo, e também vão se tornando humano.
Todavia, não sei se certo, mas sensível, que humanizando-nos vamos deixando de admirar quem, erroneamente, acha que destrói o outro com falas ásperas. Deixando de ser admirado vai se tornando burro duplamente, uma por fazer com que o outro de quem se fala deixe de ser unânime, mas também em conquistar unanimidade no desapreço de todo o resto.
Prefiro então minha imperfeição alheia, que sendo fato ou não, diz respeito a mim e àqueles que comigo vão humanizando-se. Aos outros, dedico a unanimidade...
domingo, 1 de maio de 2011
Em maio como uma efemérida
Aquilo que é efêmero torna-se esquecível
Passageiro, na mente não se consolida
São como os lagos que somem numa precipitação.
E meu peito insiste em me precipitar
e faz degelar o que antes era tão concreto.
Mas tudo não durou um dia
Um dia após o outro
E de tão extenso, ou intenso, se materializou no plural da efeméride
Querendo ser um astro a cada dia...e noite...
E em sua sucessão ininterrupta não se permite esquecer.
Sinto-me hoje um besouro de maio
Com apenas 24 horas de vida
Que se nega a se alimentar
Ou mesmo não precisa.
Minha boca anseia outro alimento
Aguarda, porém, apenas um dia, esperando não morrer.
Passageiro, na mente não se consolida
São como os lagos que somem numa precipitação.
E meu peito insiste em me precipitar
e faz degelar o que antes era tão concreto.
Mas tudo não durou um dia
Um dia após o outro
E de tão extenso, ou intenso, se materializou no plural da efeméride
Querendo ser um astro a cada dia...e noite...
E em sua sucessão ininterrupta não se permite esquecer.
Sinto-me hoje um besouro de maio
Com apenas 24 horas de vida
Que se nega a se alimentar
Ou mesmo não precisa.
Minha boca anseia outro alimento
Aguarda, porém, apenas um dia, esperando não morrer.
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